
Tudo que me restava eram lembranças daquela noite. Chovia forte, o que foi uma contribuição para um beijo típico de cinema. O mundo parecia mais devagar, quase parando, e por mim, continuaria assim.
O amor é um tipo de magia que faz o tempo parar e o coração acelerar.
Foi quando, um dia, depois de o coração já ter se encarregado de fechar a cicatriz desse desamor, que ele apareceu. E meu coração me dizia, indignado consigo batendo mais forte outra vez, o quanto foi difícil costurá-lo. "Não faça nenhuma besteira", suplicava. Mas o amor foi mais forte. O desejo de continuar nossa história falou mais alto. E de tanto acelerar, arrebentaram-se todos os pontos. O que não trouxe dor, mas sim alívio. E talvez o amor seja isso que faça com que você saiba que não precisa carregar um band-aid na bolsa. Afinal, você não vai precisar.
É difícil confiar de novo, eu sei. É complicado saber se nós ficaríamos juntos agora ou se algum dos dois um dia vai precisar ir embora. É doído todas aquelas boas lembranças que me vinham à cabeça quando eu ouvia nossa música no rádio. Mas dessa vez, quando a comédia-romântica acabou e acenderam as luzes, você continuou ali do meu lado. E nunca mais se foi.
Eu aprendi que o cara certo é aquele que continua do seu lado quando as luzes se acendem. E faz, da sua realidade, uma história de cinema.
Difícil encontrar palavras para descrever um texto tão bem escrito. Creio que PER-FEI-TO caracteriza bem a forma leve e envolvente como descreveste um amor que parece ser tão puro, real e intenso.
ResponderExcluirParabéns Débora pelo belíssimo texto. É definitivamente inspirador!
La Rousse
Parabéns Débora seu texto está incrível e a metáfora com uma historia de cinema é ótima.
ResponderExcluirBjoss
monopapo.blogspot.com.br